Artigo discute a escrita da história no século XVII através de alguns pensadores.

O texto publicado na revista de História da USP “Como se escrevia a história no século XVII. O uso dos tratados espanhóis, italianos e franceses pelos historiadores portugueses” é de autoria do doutorando André Sekkel Cerqueira e da professora livre-docente do Depto. de História da USP, Ana Paula Torres Megiani.

Resumo: Durante a Época Moderna, o gênero histórico passou a ter um papel relevante na configuração do Estado, sobretudo no processo da Restauração portuguesa na segunda metade do século XVII. Este artigo apresenta uma reflexão acerca das práticas de composição dessas narrativas e o uso das regras ditadas nas preceptivas, em específico as de Cabrera de Córdoba, Agostino Mascardi, San José e Le Moyne. Nesse sentido, o texto trata da maneira como letrados portugueses teceram suas obras utilizando os tratados sobre o gênero histórico.

O link para acesso livre é este: Revista de História, N. 179/202086349397_613821556064292_5677038985319284736_n

Posted in Uncategorized | Tagged , , , , | Leave a comment

Agenda GEHIM do Primeiro e Segundo Semestres de 2020

No segundo semestre de 2019, o GEHIM realizou discussões em torno dos ensaios de Erwin Panofsky, autor fundamental para a historiografia da Arte e do Pensamento do Renascimento. No ano de 2020, o GEHIM retorna aos debates de uma história social e cultural das instituições e das religiões. A obra escolhida para a discussão foi “Tribunais da Consciência. Inquisidores, Confessores e Missionários” de Adriano Prosperi. (EDUSP, 2013, 704 p.)

prosperi

As datas dos encontros em 2020 serão as seguintes:

– Reuniões e suas leituras –

07 de Fevereiro: Breve apresentação do autor e da obra para a edição brasileira + Prefácio + Premissa + Prólogo: a experiência calabresa + I – A Fé Italiana, pp. 13-86.

13 de Março: Capítulos II a V, pp. 87 a 188.

24 de Abril: Capítulos VI a IX, pp. 189 a 267.

29 de Maio: Capítulos X a XVI, pp. 269 a 375.

26 de Junho: Capítulos XVII a XXIII, pp. 377 a 480.

28 de Agosto: Capítulos XXIV a XXVII, pp. 481 a 535.

25 de Setembro: Capítulos XXVIII e XXIX, pp. 539 a 622.

23 de Outubro: Capítulos XXX e XXXI, pp. 623 a 652.

13 de Novembro: Leitura crítica da produção dos membros do grupo de pesquisa.

18 de Dezembro: Leitura crítica da produção dos membros do grupo de pesquisa, balanço dos trabalhos do ano de 2020 e encerramento.

As reuniões serão realizadas às 14h na Cátedra Jaime Cortesão, no prédio do departamento de História da FFLCH-USP.

Posted in Uncategorized | Leave a comment

I Colóquio Internacional Cultura Política e Artes de Governar no Mundo Ibérico – Séculos XVI-XVIII

O GEHIM-USP realizará nos dias 5, 6 e 7 do mês de Maio deste ano o Primeiro Colóquio Internacional Cultura Política e Artes de Governar no Mundo Ibérico – séculos XVI-XVIII. O objetivo do colóquio a ser realizado no Departamento de História da FFLCH-USP será promover o debate acadêmico em torno da cultura política na península e nos domínios ibéricos durante a Época Moderna.

Coloquio Chamada Inscricao - A4 Folder_FINAL

Quadro: Os quatro filósofos (c. 1611), de Peter Paul Rubens. Palácio Pitti, Florença (Itália).

APRESENTAÇÃO:

A noção de “‘cultura política” remete, segundo Serge Bernstein, a um fenômeno de múltiplos parâmetros, mas pode ser definida como: o conjunto dos comportamentos – individuais ou coletivos – e estratégias de ação em contextos marcados pela disputa política, frequentemente em torno do monopólio do discurso legítimo. Interessam aos estudiosos da cultura política: as representações, as ideologias e todo um mosaico de ideias e conceitos mobilizados em nome de determinados fins políticos e em contextos históricos específicos. Em diversos casos, prefere-se falar em “culturas políticas”, no plural, dando ênfase à pluralidade de práticas – inclusive discursivas – e manifestações políticas características de cada contexto sociopolítico.

O mundo ibérico da Alta Idade Moderna foi contexto privilegiado de discussão em torno das chamadas artes de governar, isto é, dos saberes e técnicas a serem postos em prática pelo governante de modo a garantir o exercício do bom governo e a consecução do bem comum. No século XVI, a ênfase dada às virtudes principescas enquanto fundamento da ação governativa e da obtenção de fins virtuosos na vida política tornou-se mais difusa, como demonstrou Michel Senellart, transformando-se em uma preocupação mais ampla acerca das regras ou princípios que garantiriam a conservação e a manutenção do Estado. Tal preocupação logo será o núcleo das reflexões contidas nos tratados da razão de Estado, que tiveram êxito notável na passagem do século XVI ao XVII.

O evento tem como pressuposto, portanto, a ideia de que o mundo ibérico vivenciou intensamente a política durante a Primeira Modernidade, em seus diferentes âmbitos: institucional e social. O debate sobre as artes de governar se disseminou com bastante vigor entre os diferentes espaços de poder e atingiu os mais diversos grupos, instituições e indivíduos. Por todo o mundo ibérico, foram muitos os agentes que se mobilizaram, assumiram posições contrastantes e elaboraram, em última instância, representações diversas sobre a sociedade e o governo, sobre a natureza da comunidade política e a finalidade – mas também os limites – do poder político. Por isso, a perspectiva aqui proposta abriga tanto o debate teórico como o ponto de vista da prática da política.

Se a noção de culturas políticas foi primeiramente definida, pensada e empregada por
cientistas sociais e historiadores políticos da Época Contemporânea, um dos intuitos do
colóquio será colocar em discussão a pertinência e a validade desta categoria de análise para os estudos históricos acerca do mundo ibérico na Época Moderna. A esperança será contribuir para o desenvolvimento das pesquisas em torna da temática e para o enriquecimento do debate historiográfico entre modernistas europeus e iberoamericanos. Em outras palavras, contribuir para os estudos de história da Cultura Política no mundo ibérico dos séculos XVI-XVIII.

SOBRE O PROCESSO DE INSCRIÇÃO:

Serão acolhidas propostas de comunicações em torno dos temas e objetos pertinentes à história de Espanha e Portugal e de todo o mundo ibérico na Época Moderna. Deverão constar do horizonte de análise a categoria proposta de cultura(s) política(s) e a temática mais ampla das artes de governar. Poderão inscrever-se pesquisadores de pós-graduação em nível de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Enviar mensagem de e-mail com o título da comunicação e um resumo (300 a 500 palavras) para o endereço: culturapoliticamundoiberico@gmail.com

Prazo para inscrição como comunicador(a): 15 de março de 2020 (Será cobrado valor de inscrição de R$25,00 após o envio e aprovação dos resumos)

Prazo para inscrição (gratuita) como ouvinte: 30 de abril de 2020 (Serão emitidos certificados para ouvintes)

Posted in Uncategorized | Leave a comment

Varia História entrevista Ana Paula Megiani sobre cultura escrita no mundo moderno

Entre os dias 2 e 5 de setembro de 2019 foi realizado o Seminário Internacional Cultura Escrita no Mundo Moderno no Campus Pampulha da UFMG, em Belo Horizonte.

Articulado com a publicação do dossiê de mesmo título no número 68 de Varia Historia, o evento trouxe à cidade alguns dos autores dos artigos presentes na Revista.

Neste vídeo, Ygor Souza, da equipe Varia Historia, conversa com a professora Ana Paula Megiani, livre-docente do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP) e autora do artigo “Escritos breves para circular: Relações, notícias e avisos durante a Alta Idade Moderna (sécs. XV-XVII)”. Link para a entrevista que já está no ar no YouTube: #VariaHistoria71 – Ana Paula Megiani

varia

Resumo do artigo:  A circulação de notícias surgiu na Europa em meados do século XV como forma de satisfazer a curiosidade e interesse de pessoas sobre acontecimentos que começavam a se tornar mais notórios. Relatos de viagens, batalhas, milagres, descobertas, fenômenos naturais e sobrenaturais passaram da oralidade para os manuscritos e, com a invenção da prensa de tipos móveis, também impressos, acrescentados de imagens em gravuras. África, Ásia e América são incorporados. Ao longo dos séculos XVI e XVII a circulação de notícias adquire um movimento mais intenso, levando ao aparecimento dos primeiros periódicos denominados mercúrios e gazettes, que entretanto convivem com as notícias manuscritas. Em todas as partes, colecionadores de relações, avisos, e notícias criam acervos de miscelâneas que merecem ser vasculhados. A compreensão desse processo permite refletir acerca das novas modalidades de escrita, mais breves, mais ágeis e efêmeras que passaram a informar à distância, acompanhando o movimento das viagens e a circulação de pessoas pelo mundo. As novas técnicas de impressão de textos e imagens e a agilidade da distribuição também fazem parte desse movimento que ganha, além disso novas dimensões – política e econômica – durante a Alta Idade Moderna.

O artigo mencionado está disponível gratuitamente em: http://ref.scielo.org/mzxxzd

Posted in Uncategorized | Tagged , , , , , , | Leave a comment

Apresentação de livro debate as relações entre o Concílio de Trento, a Igreja e a Inquisição em Portugal na Alta Idade Moderna

A professora da UFBA Juliana Torres Rodrigues Pereira fará um debate a respeito de seu recém lançado livro “Batalha Fraterna: D. Frei Bartolomeu dos Mártires e a Defesa da Autoridade Episcopal na Reforma Católica (1559-1582)”. Fruto de sua tese de doutoramento defendida em 2017, Juliana apresentará seu trabalho que trata da trajetória de Frei Bartolomeu dos Mártires, frade dominicano nomeado Arcebispo de Braga e suas ações e ideias como membro da Ordem Dominicana, representante português no Concílio de Trento e como primaz de Portugal. Cargo de prestígio e simbolismo centenário, o Arcebispado de Braga constitui-se como um ponto de vista privilegiado para compreensão dos debates teológicos relevantes no século XVI europeu e português, de uma política pastoral peculiar sob a égide de Frei Bartolomeu e para análise das tensões e conflitos entre Igreja, Inquisição e estado em suas relações multifocais.

A apresentação crítica, comentários preliminares e a condução do debate ficarão a cargo do Prof. Dr. Fernando V. Aguiar Ribeiro (finisterra_lab USP).

O evento acontecerá no dia 09/10/2019, às 18h, na sala de seminários do CAPH (Centro de Apoio à Pesquisa em História) no Departamento de História da FFLCH – USP.

batalha-fraterna.

 

Posted in Uncategorized | Leave a comment

Simpósio “Huizinga e a Modernidade” a ser realizado na Unicamp

O núcleo de pesquisa em História Moderna Modernitas do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH-Unicamp) realizará nos próximos dias 25, 26 e 27 de setembro o Simpósio “Huizinga e a modernidade: Passagens, Confluências, Rupturas (Cem anos de O Outono da Idade Media)”. Ensejado pelo centenário da publicação do grande livro do historiador neerlandês, uma das obras fundamentais da historiografia do século passado, o evento contará com discussões e mesas sobre os mais diversos aspectos da carreira intelectual de Huizinga.

Congregando pesquisadores de diversas áreas e linhas de pesquisa, o simpósio debruçar-se-á sobre as inúmeras contribuições desse autor incontornável  para o estudo dos períodos tardo-medieval e renascentista, para a história da arte, linguística, antropologia e teoria dos jogos. Dois membros do GEHIM-USP participarão do evento: o Prof. Dr. Marcos Antônio Lopes Veiga, com a comunicação intitulada “Fragmentos da superstição em Johan Huizinga”, e a Profª. Drª. Ximena Isabel León Contrera, com a comunicação “Como desvelamos o mundo Islâmico em ‘O outono da Idade Média’”, ambos na sessão final de comunicações intitulada “Huizinga entre passado e futuro: superstição, imagens e Islã”, das 14h às 16h30, no dia 27/09. O evento contará, ainda, com conferências do Prof. Dr. Jean-Claude Schmitt (École des Hautes Études en Sciences Sociales – Paris) e do Prof. Dr. Luiz Cesar Marques (IFCH-Unicamp).

2F2A6501-2FA2-4D7D-B8FD-29F234F0BCFD.jpeg

Para a programação completa e mais informações (e para a inscrição como ouvinte): Simpósio Huizinga

Posted in Uncategorized | Leave a comment

Entrevista e artigos de pesquisas do GEHIM na Revista Cantareira

O número 30 (2019) da Revista Cantareira (UFF) conta com a participação de pesquisadores do Gehim. A coordenadora do GEHIM, Profa. Dra. Ana Paula Torres Megiani (USP), foi entrevistada por Claudio Miranda Correa, Pedro Henrique Carvalho, Gabriel de Abreu Machado Gaspar como parte do dossiê “Cultura escrita no mundo ibero-americano: identidades, linguagens e representações”. Aqui, Ana Paula abordou sua trajetória e formação, indicando os caminhos que levaram às suas escolhas temáticas e as tendências da historiografia principalmente nos anos 1990. Tratou ainda da questão da circulação dos livros manuscritos na época moderna e depois das influências do desenvolvimento da cultura escrita, entre os séculos XVI e XIX, no mundo ibero-americano como uma das bases de sustentação da administração imperial. Por fim foca nos chamados “escritos breves para circular”. Link da entrevista

O dossiê também traz um artigo da Dra. Caroline Garcia Mendes intitulado “As relações de sucesso e os periódicos da Península Ibérica na segunda metade do século XVII: imprimir, vender e aparecer nos materiais de notícias sobre a guerra”, leia no link. Resumo: No século XVII, ocorreu em diferentes partes do continente europeu uma intensa produção de notícias impressas. Devido à guerra da Restauração, houve na Península Ibérica, sobretudo em Lisboa, um aumento significativo da publicação de relações de sucesso e periódicos que tratavam do conflito. Para além da função política que esses documentos continham ao divulgar os grandes feitos dos exércitos ou de embaixadores, esses impressos possuíam ainda um importante valor econômico para alguns grupos. Assim, neste trabalho pretendemos discorrer sobre a atividade de impressores e vendedores para a circulação desses papéis, bem como tratar ainda do valor que representava para oficiais de guerra e nobres cortesãos aparecer nestas publicações.

O paper de Raphael Henrique Dias Barroso, mestrando pelo PPGHS da USP, intitulado “A cultura epistolar entre antigos e modernos. Normas e práticas de escrita em manuais epistolares em princípios do século XVI” também integra o referido dossiê. Resumo: o trabalho busca circunscrever brevemente os códigos da escrita epistolar de ambientes cortesãos em inícios do século XVI. Primeiramente, daremos luz aos preceitos das Ars Dictaminis, conjunto de tratados e manuais que buscavam adequar a escrita as posições sociais dos missivistas e manter a coerência entre as partes, em paralelo com as técnicas retóricas da oratória. Em seguida, mostramos como Erasmo de Roterdã e Juan Luis Vives buscam rever esses princípios epistolográficos, recuperando das cartas de Cícero, Sêneca e Plínio, uma linguagem familiar que valorizasse as características pessoais e a relação entre o escrevente e o destinatário. Concluímos que esses códices estiveram presentes em grande medida nas missivas diplomáticas entre o embaixador português D. Miguel da Silva e o rei D. Manuel, servindo tanto de suporte para a escrita, quanto para os interesses das cortes. Link do artigo.
cantareira

Posted in Uncategorized | Tagged , , , , , , , , , , , | Leave a comment