Disciplina sobre Política, Corrupção e Redes Sociais nas Américas na Época Moderna

Durante a primeira semana de agosto deste ano de 2017, o professor José Manuel Santos- Pérez (Universidade de Salamanca) ministrará a disciplina “Política, Corrupção e Redes Sociais nas Américas Hispana e Portuguesa na Época Moderna em Perspectiva Comparada” na Cátedra Jaime Cortesão, no prédio do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH-USP).

Objetivos:

Analisar os aspectos mais importantes, desde o ponto de vista historiográfico, dos sistemas políticos coloniais na Idade Moderna nas Américas Hispana e Portuguesa. Fazer uma comparação dos aspectos mais importantes dos sistemas políticos. Relacionar a prática política com a chamada “corrupção” e as redes sociais do período.

Justificativa:

Durante os séculos de dominação ibérica nas Américas, surgiram sistemas políticos que, como já foi comprovado pela historiografia, participaram de forma muito intensa nas decisões da política imperial. Uma característica fundamental desses sistemas foi a prática de desvios por parte dos agentes coloniais, que foi considerada no passado como “corrupção” de um modo anacrónico. Identificar o caráter sistémico dessa “corrupção” e relaciona-lo com os sistemas de redes sociais, é uma maneira de aprofundar a compreensão da realidade colonial.

Para mais informações sobre o curso:

Disciplina FLH5450

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Dissertação sobre Shakespeare disponível online

Defendida em setembro de 2016, a dissertação de mestrado de Ricardo Cardoso, membro do GEHIM, já está disponível no Banco de Teses e Dissertações da Biblioteca Digital da USP.

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Sofonisba Anguissola, Retrato de Felipe II de Espanha, 1573

Resumo:

A partir da seleção de textos dramáticos na obra de William Shakespeare e seus contemporâneos, escritos durante o período da guerra entre Inglaterra e Espanha (1585-1604), ou logo após, esta pesquisa pretende investigar as formas de dramatização das relações políticas entre as duas Coroas. Através da análise crítica das peças, poderemos compreender como se deu o impacto da guerra Anglo-Espanhola na sociedade elisabetana, e como esses dramaturgos puderam transformar eventos particulares do conflito militar em alegorias compreensíveis ao público, que incluía as esferas cortesãs e outras camadas sociais. Interessa-nos perceber o estabelecimento de um código dramático relativamente comum entre Shakespeare, Thomas Kyd, George Peele, Christopher Marlowe, Thomas Heywood e Thomas Dekker, utilizado para representar a guerra e o inimigo espanhol, explorando a apreensão de tensões coletivas na dimensão política da prática teatral.

Palavras-chave: Espanha; Guerra anglo-espanhola; História social do drama; Invencível Armada; Shakespeare.

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Dissertação de mestrado sobre História e retórica em Portugal no século XVII disponível online

Defendida em maio deste ano, a dissertação de mestrado de André Sekkel Cerqueira, membro do GEHIM, já está disponível no Banco de Teses e Dissertações da Biblioteca Digital da USP.

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Cesare Ripa, Iconologia, 1625

Resumo:

Em nossa pesquisa analisamos os preâmbulos dos livros de história impressos em Portugal entre 1640-1680, dando atenção às práticas da escrita desses textos dedicatórias, cartas ao leitor, prólogos e licenças para a impressão. Os preâmbulos, como constatamos, têm a função retórica de exórdio da obra e, portanto, pretendem captar a benevolência, atenção e tornar o leitor dócil com relação à matéria do livro. Segundo os preceitos retóricos usados no século XVII, uma das maneiras para se atingir esses objetivos era falar sobre o assunto tratado adiante. Encontramos, então, nos prólogos dos livros de história, discursos sobre o que era a história naquele período, os quais confrontamos com o que diziam os tratados sobre esse mesmo gênero. Com isso, nos propomos a fazer uma história das práticas da escrita dos preâmbulos e dos preceitos do gênero histórico no século XVII.

Palavras-chave: História cultural; História da cultura escrita; História Ibérica; História moderna

 

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IV Encontro de Pesquisa sobre a Monarquia Hispânica

O grupo de pesquisa A Monarquia Hispânica e o império dos Felipes (1580-1640) e o Grupo de Estudos de História Ibérica Moderna convidam para o IV Encontro de Pesquisa sobre a Monarquia Hispânica, que será realizado no dia 19 de maio de 2017.

 

le commerce

Le commerce. Empresas políticas, Milão, 1642.

Programação:

10:30 – 13:00: Mesa-redonda: “Indígenas nas Américas: arquivos e fontes”

Coordenação: José Carlos Vilardaga (UNIFESP)

Fernanda Sposito (UNIFESP): Procurando índios nos arquivos ibéricos

Luis Filipe Silvério Lima (UNIFESP): Conexões proféticas, leituras ibéricas e índios americanos: os debates sobre a origem dos povos indígenas e os projetos milenaristas na Inglaterra e Nova Inglaterra no século XVII

15:00 – 17:00: Apresentação e discussão de pesquisas de estudantes

Coordenação: Ana Hutz (USP)

Bruno Felipe Inocêncio (Iniciação Científica/UNIFESP): A encomenda no Paraguai colonial e as Ordenanzas de Alfaro de 1611-1612

Milena Maria de Sá Silva (Iniciação Científica/USP): Um olhar sobre El vergonzoso en palacio de Tirso de Molina

Tomas L’Abbate Moreira (Mestrando/USP): Antimaquiavelismo nos discursos de Tommaso Campanella sobre a Monarquia Hispânica (c. 1600)

Lair Paiva Junior (Iniciação Científica /USP) O império nas imagens. A ‘Expo98’ e a (re) construção iconográfica do império português

Local: Cátedra Jaime Cortesão – Departamento de História da USP

Mais informações: http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/9377625364410009

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Agenda GEHIM-USP 2017

O livro escolhido para leitura e debate durante o primeiro semestre foi: HANSEN, João Adolfo. A Sátira e o Engenho: Gregório de Matos e a Bahia do século XVII. 2. ed. Cotia/ Campinas: Ateliê Editorial/ Editora da UNICAMP, 2004. v. 1. 528p.

 

 

Calendário de Reuniões e Leituras:

17 de fevereiro: Preâmbulos

17 de março: Capítulo I – Um nome por fazer

7 de abril: Capítulo II – Murmuração do corpo místico

9 de junho: Capítulo III – A proporção do monstro

21 de julho: Capítulo IV – O ornato dialético e a pintura do misto

16 de agosto: Capítulo V – Os lugares do lugar

As reuniões serão realizadas às 14h30 na Cátedra Jaime Cortesão, no prédio do departamento de História da FFLCH-USP. Em caso de interesse ou dúvida, por favor, entrar em contato por e-mail (ou pela caixa de comentários abaixo) para obter outras informações necessárias.

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VI Jornada de Estudos Shakespearianos

A VI Jornada de Estudos Shakespearianos: Shakespeare e seus Contemporâneos acontecerá neste mês de novembro, nos dias 10, 11 e 12, na Casa de Cultura Japonesa, USP, São Paulo. O pesquisador do GEHIM, Ricardo Cardoso, compõe a comissão organizadora do evento.

Para mais informações sobre a programação, locais e horários, ver o link:

https://jornadashakespeare.blogspot.com.br/p/programacao.html

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Artigo de pesquisador do GEHIM publicado no blog da British Library

O texto escrito pelo pesquisador Ricardo Cardoso (USP) e intitulado “Shakespeare, Montaigne and Rio de Janeiro” traça possíveis conexões entre o trabalho do dramaturgo, a obra ensaística do filósofo francês e o imaginário europeu sobre as populações americanas no século XVI.

De Bry Brasil

O link para acesso:

http://blogs.bl.uk/americas/2016/10/shakespeare-montaigne-and-rio-de-janeiro.html

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