Agenda GEHIM-USP – 2º semestre de 2018

Desde o ano passado o GEHIM realizou discussões em torno dos trabalhos de mestrado e doutorado defendidos por pesquisadores do grupo, projetos de pesquisa em fase de elaboração e textos relevantes para o grupo de maneira geral. Neste semestre, as discussões privilegiarão a relação entre a história política, a teoria política e a retórica.

Calendário de reuniões/leituras:

10 de agosto: O Nascimento do Estado de Quentin Skinner. (Ed. Gorla, 2003). Introdução de Eunice Ostrensky. 143 pp.

14 de setembro: “Aristóteles e a história, mais uma vez” de Carlo Ginzburg. Texto integrante do livro Relações de Força. (Companhia das Letras, 2002), pp. 47-63. O debate a respeito do texto será cotejado com a leitura da Retórica de Aristóteles (Martins Fontes, 2012).

19 de outubro: O Cortesão de Baldassare Castiglione (Ed. Martins Fontes, 1997), 353 pp. O debate a respeito do texto será cotejado com a leitura do livro “As fortunas do Cortesão” de Peter Burke (Ed. Unesp, 1997), 237 pp.

16 de novembro: De Oratore de Cícero, presente na Tese de doutoramento de Adriano Scatolin intitulada “A Invenção no Do Orador de Cícero: um estudo à luz de Ad Familiares I, 9, 23” (FFLCH-USP, 2009). Link para a tese

14 de dezembro: O Príncipe de Nicolau Maquiavel. (Companhia das Letras, 2010), 176 pp. O debate a respeito do texto será cotejado com a leitura do livro “Maquiavel” de Quentin Skinner (LP&M, 2010), 144 pp.

As reuniões serão realizadas às 14h na Cátedra Jaime Cortesão, no prédio do departamento de História da FFLCH-USP.

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Evento: V Encontro de Pesquisa sobre a Monarquia Hispânica

O grupo de pesquisa A Monarquia Hispânica e o império dos Filipes (1580-1640) e o Grupo de Estudos de História Ibérica Moderna (GEHIM-USP) vão realizar na quinta feira, dia 10 de maio, o V Encontro de Pesquisa sobre a Monarquia Hispânica.

le commerce

Le commerce. Empresas políticas, Milão, 1642.

Programação:

Mesa Redonda: 14:00 – 16:00 horas

Coordenação: Profª. Drª. Ana Paula Torres Megiani (GEHIM-USP)

Prof. Dr. Bruno Guilherme Feitler (UNIFESP): A honra de ser julgado pela Inquisição: O Santo Ofício português e os nativos

Prof. Dr. Pedro Luis Puntoni (USP): Uma “pax monetária”? Impasses do sistema monetário portugês no tempos dos Filipes (1580-1640)

Local do evento: Sala de vídeo do prédio do Departamento de História (FFLCH-USP).

Mais informações: http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/9377625364410009

 

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Evento: Conferência e Workshop do Prof.Dr. Tiago C.P. dos Reis Miranda da Universidade de Évora

A Cátedra Jaime Cortesão da FFLCH-USP/Camões – Instituto da Cooperação e da Língua receberá o Prof. Dr. Tiago C.P. dos Reis Miranda, do Centro Interdisciplinar de História, Cultura e Sociedades (CIDEHUS) da Universidade de Évora, para Conferência e Workshop a serem realizados no início do mês de maio.

Imagem Tiago Miranda

Programação:

02/05/2018 (quarta-feira)
14:30 – Conferência
Título: “As livrarias de D. João V: indícios de um projeto comum”
Local: Auditório Nicolau Sevcenko – Departamento de História FFLCH-USP

Resumo:

Em meados da década de 1780, António Pereira de Figueiredo representou D. João V como um vitorioso guerreiro, hábil político, legislador consciente, ardoroso devoto, instituidor de templos e casas professas, impulsionador de grandes obras de engenharia, indústrias e manufaturas, mecenas das artes e das ciências – com um tamanho registo de iniciativas marcantes, quanto impressivo e opulento fora afinal todo o seu longo reinado. Especificamente no domínio das letras, sobressaíam a novidade da Academia da História e quatro livrarias “riquíssimas”, nomeadas em série: a do Paço, a de Coimbra, a de Mafra e a das Necessidades. As orações panegíricas que se seguiram à morte do rei Magnânimo (1750) também já haviam juntado num mesmo topos os investimentos feitos nesses acervos. E uma curta passagem de um testemunho coevo, reproduzida vezes sem conta desde a segunda metade do século XIX, diria depois que, na Ribeira, o monarca empregara imensos recursos em aquisições bibliográficas, acabando, contudo, por “reparti-las” com os palácios-convento dos frades arrábidos e do Oratório. Disseminou-se assim a impressão de que, para além das conveniências retóricas, existiram de facto intersecções importantes entre os processos de fundação ou acelerado melhoramento desses quatro fundos de livros. O extravio dos assentos que mais facilmente permitiriam esclarecer as feições de um projeto eventualmente comum, tem-se vindo a ultrapassar pelo contacto com peças de correspondência de embaixadores e registos de compras sobretudo realizadas no exterior. Acrescem, agora, novos indícios documentais, onde se incluem listas de obras em duplicado, que se deslocam por doação; aquisições recorrentes a grandes livreiros da corte ou de Coimbra; marcas de posse com as mesmas origens, em diferentes moradas do reino, e um pequeno conjunto de personagens da confiança ou valimento do soberano. Cada vez mais se fortalece, portanto, a hipótese de que no alvorecer das “Luzes” em Portugal as bibliotecas usualmente enumeradas para ilustrar o apoio de D. João V ao mundo das artes e das ciências resultaram, em boa medida, de um mesmo esforço palaciano, não apenas para colmatar a relativa falta de livros que se notava em Portugal (motivo de queixa de vários autores prestigiados), mas, principalmente, para garantir ao monarca o que noutro contexto de afirmação de poder absoluto se designou por “estímulo heurístico”, “operador de segurança” ou instrumento “de conjuração do perigo” (Robert Damian, 1995).

03/05/2018 (quinta-feira)
14:00 – Workshop para estudantes e pesquisadores
Tema: “Documentos para a história do Brasil na Era Digital: um olhar prospectivo sobre as fontes do Projeto Resgate”
Local: Sala de Vídeo – Departamento de História FFLCH-USP

Resumo:

Praticamente desde o início do século XIX houve quem se empenhasse em recolher no exterior o maior número possível de originais, cópias ou traslados de documentos, para reforçar aspectos de identidade e legitimar pretensões políticas e territoriais do Brasil. Fizeram parte desse continuado esforço conjunto diplomatas e homens de letras como Antônio Luís de Meneses Vasconcellos de Drumond, Francisco Adolfo de Varnhagen, Antônio Gonçalves Dias, João Francisco Lisboa, José Maria da Silva Paranhos Jr., Guilherme Studart, Alberto Lamego, Manuel Cícero Peregrino da Silva, Luiz Camillo de Oliveira Neto, Gilberto Freyre, José Honório Rodrigues e José Antônio Gonsalves de Mello, entre outros. A partir de finais dos anos ’80 do século XX, lançou-se em Minas Gerais um plano para a microfilmagem sistemática dos manuscritos com interesse para a história do estado, sob a guarda do Arquivo Histórico Ultramarino. Anos mais tarde, essa iniciativa alargou-se a todos os documentos do mesmo acervo relativos à história do Brasil-Colónia, sob o título de “Projeto Resgate Barão do Rio Branco”. A coordenação executiva coube a Esther Caldas Guimarães Bertoletti; a coordenação académica, a Caio César Boschi. Decisivo foi igualmente o apoio metodológico de Heloísa Liberalli Bellotto. Com o tempo, os trabalhos de microfilmagem estenderam-se a mais oito países: Áustria, Espanha, Holanda, França, Bélgica, Itália, Inglaterra e Estados Unidos da América. A maior parte dos produtos dessas “recolhas” está disponível on line, dividida entre dois sites: o primeiro, do Centro de Memória Digital da Universidade de Brasília; o segundo, da Biblioteca Nacional Digital do Brasil. Comumente, porém, o acesso ao “Resgate” realiza-se através da consulta de coleções de CD-Roms existentes em universidades ou centros de pesquisa de referência. E, de um modo geral, pouca atenção se tem dado às condições de constituição desse volumosíssimo banco de imagens e aos tipos de escrita da história que ele legitima. Num momento em que, cada vez mais, as fronteiras se esbatem e o “digital” toma conta do cotidiano, parece haver interesse em relançar o Projeto Resgate, com recursos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Importa, por isso, fazer um balanço do caminho percorrido, sobrepesar o significado de prosseguir o investimento na reprodução de “documentos para a história do Brasil”, e acordar as estratégias de atuação mais adequadas a assegurar a utilidade de todos os materiais reunidos, segundos os melhores princípios da Hermenêutica. Nota biográfica do pesquisador Tiago C. P. dos Reis Miranda (Lisboa, 1966) é Bacharel e Licenciado em História (1987), Mestre (1991) e Doutor em História Social (1998) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), com o reconhecimento da Universidade do Porto (2001). Investigador do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (2014- ) e Assessor Responsável da “Ophir Restaurada” no CIDEHUS Digital (). Foi bolseiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica. Chefe de Gabinete da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses e comissário científico de exposições sobre história do Brasil, com Joaquim Romero Magalhães (1999-2002). Investigador do Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa (2001-2007). Investigador convidado do Projecto Resgate “Barão do Rio Branco” (2007-2012). Investigador do Programa Ciência 2007 e membro do Centro de História de Além-Mar (CHAM) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade dos Açores (2008-2014). Coordenador do projeto “A Biblioteca do Palácio de Mafra: levantamento e divulgação de proveniências francesas (sécs. XV-XVIII)”, com o financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian (2015-2016). Professor Visitante da Cátedra Jaime Cortesão da USP (2004), do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Estadual de Campinas (2006), do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais (2011) e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade da Bahia (2014). Diretor do Seminário Permanente de História do Brasil (2010- 2013), Coordenador do Conselho de Redacção dos Anais de História de Além-Mar (2011-2014) e Coordenador, no CHAM, da Linha de Investigação “Configurações Políticas e Institucionais do Império Português” (2012-2014). Membro do Conselho Editorial das revistas 7 Mares, da Universidade Federal Fluminense (2012-2017), História da Historiografia, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Federal de Ouro Preto (2013- ), e Maracanan, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2014- ). Membro do Conselho Consultivo de Documento/ Monumento, da Universidade Federal de Mato Grosso (2009- ), História e Cultura, da Universidade Estadual Paulista (2011- ), da Revista do Instituto de Ciências Humanas da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2013- ) e da Revista Eletrônica do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte (2013- ). Coautor, com João Luís Lisboa e Fernanda Olival, de Gazetas manuscritas da Biblioteca Pública de Évora (três volumes, desde 2002). Colaborador da História da Vida Privada em Portugal (2010-2011). Coautor, com Susana Münch Miranda, de Maria Ana de Áustria: a rainha arquiduquesa (2014). Co-coordenador de D. Luís da Cunha e as negociações de Utreque, com Abílio Diniz Silva e Ana Leal de Faria (BNP, 2014). Organizador, com Mário Jorge Freire da Silva, de Libros relege, volve, lege. O livro antigo na Biblioteca do Exército (ca. 600 pp., no prelo). Tem publicados artigos, partes ou capítulos de livros, catálogos e recensões em Portugal, no Brasil, nos Estados Unidos, em França, na Itália e em Espanha. Orienta regularmente trabalhos de pós-graduação desde 2003. Vencedor do “A. H. de Oliveira Marques Prize in Portuguese History”, da Society for Spanish and Portuguese Historical Studies (2009), com o artigo “António Freire de Andrade Encerrabodes (1699-1783): no espelho de Pombal”, Penélope, 30/31, 2004 [2007-2008], pp. 93-134, resumo da sua tese de doutoramento.

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Dissertação sobre Tauromaquia e Identidade na Espanha do século XVIII disponível online

Defendida em agosto de 2017, a dissertação de mestrado de Ivan Feijó, pesquisador membro do GEHIM, já está disponível no Banco de Teses e Dissertações da Biblioteca Digital da USP.

Goya_-_Temeridad_de_martincho_en_la_plaza_de_Zaragoza_(The_Daring_of_Martincho_in_the_Ring_at_Saragossa)

Francisco de Goya, “Temeridad de Martincho en la plaza de Zaragoza”, 1816

Resumo:

Os vínculos identitários associados ao toureio estão presentes na formação de um conceito de Espanha, apropriados por diferentes grupos ao longo dos séculos, e referendados por todos eles. A reflexão da historiografia presente na dissertação, indica a possibilidade de as touradas a pé profissionais terem se tornado o amálgama geográfico cultural no século XVIII, de uma sociedade aglutinada por um ritual espetacularizante, onde uma rigorosa estética se configurou como o cumprimento indissolúvel de uma nova ética burguesa, articulada por trabalhadores urbanos. Esse percurso de transferência das projeções simbólicas das touradas cavalheirescas nobres para as touradas a pé profissionais foi o resultado de um processo de crise e consequentemente de busca de novas alternativas de reiteração social e outros significados para o toureio. Assim, por meio de testemunhos documentais do século XVIII, na voz de um dramaturgo ilustrado, um cavaleiro plebeu e um famoso toureiro, perscrutamos os caminhos das apropriações identitárias e de que maneira aparecem como processos constitutivos de um sentido de Espanha, para a historiografia taurina contemporânea.

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Agenda GEHIM-USP – 1º semestre de 2018

Desde o ano passado o GEHIM vinha realizando discussões em torno dos trabalhos defendidos por pesquisadores do grupo. Neste semestre, tais leituras e discussões serão retomadas e serão lidos autores cuja produção recente nas áreas de História da Europa e da Península Ibérica na Época Moderna são de grande relevo e interesse para nossos pesquisadores.

Calendário de reuniões/leituras:

2 de fevereiro: dissertação de Ricardo Cardoso intitulada A Invencível Armada na Pena de Shakespeare: diplomacia e dramaturgia na transição do século XVI para o XVII.

2 de março: dissertação de André Sekkel Cerqueira intitulada A donzela alada: reflexões sobre a retórica e história em Portugal no século XVII.

6 de abril: dissertação de Ivan Feijó intitulada Tauromaquia e identidade: significados sociais e políticos do toureio a pé na Espanha do século XVIII.

4 de maio: Capítulo 1 do livro escrito pelo historiador Rafael Valladares, intitulado «Por toda la Tierra», España y Portugal: globalización y ruptura (1580-1700) e publicado pelo Centro de Humanidade (CHAM) de Portugal e disponível para download no link.

Projeto de pesquisa (iniciação científica) de Erick Carvalho.

8 de junho: Introdução da tese de livre-docência defendida recentemente pelo Prof. Dr. Adone Agnolin do Departamento de História da FFLCH-USP. (Quando estiver disponível, colocaremos o link para download).

Projeto de pesquisa (doutorado) de André Sekkel.

29 de junho*: Balanço do semestre.

As reuniões serão realizadas às 14h na Cátedra Jaime Cortesão, no prédio do departamento de História da FFLCH-USP. Em caso de interesse ou dúvida, por favor, entrar contato por e-mail (ou pela caixa de comentários abaixo).

* A reunião do dia 29 de junho ficou marcada para começar excepcionalmente às 15h. Será realizada também na Cátedra Jaime Cortesão.

 

 

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Francisco de Holanda em Diálogo

O colóquio Francisco de Holanda em Diálogo ocorrerá na próxima segunda-feira, dia 13/11, a partir das 14h30, na Cátedra Jaime Cortesão do Departamento de História da FFLCH-USP. O evento marca os 500 anos passados desde o nascimento do humanista, pintor e arquiteto português Francisco de Holanda (1517-1584).

Reprodução do cartaz do evento:

Francisco de Holanda em Diálogo - 500 anos

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I Jornadas “História Moderna em Foco”

As I Jornadas “História Moderna em Foco” ocorrerão nos dias 6 e 7 de novembro na Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo (EFLCH-UNIFESP). O evento organizado pelo Grupo de Pesquisa “Poder e Política na Época Moderna” conta com apoio do Programa de Pós-Graduação em História da mesma Universidade.

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Participarão do evento quatro integrantes do Grupo de Estudos de História Ibérica Moderna (GEHIM-USP). Clara Rodrigues Couto, Ivan Feijó e André Sekkel Cerqueira e Maria Angélica Beghini Morales apresentarão comunicações. Além disso, o ex-integrante Bruno Romano Rodrigues fará a mediação de uma das mesas e lançará o livro intitulado “Ovídio à Lusitana: Exílios Portugueses durante a União Ibérica (1604-1605)” (Paco Editorial, 2016), fruto de sua pesquisa e dissertação de mestrado sob orientação de Ana Paula Torres Megiani, coordenadora do GEHIM-USP.

 

Mais informações sobre o evento e a programação disponíveis em:

I Jornadas “História Moderna em Foco”

 

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