Simpósio “Huizinga e a Modernidade” a ser realizado na Unicamp

O núcleo de pesquisa em História Moderna Modernitas do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH-Unicamp) realizará nos próximos dias 25, 26 e 27 de setembro o Simpósio “Huizinga e a modernidade: Passagens, Confluências, Rupturas (Cem anos de O Outono da Idade Media)”. Ensejado pelo centenário da publicação do grande livro do historiador neerlandês, uma das obras fundamentais da historiografia do século passado, o evento contará com discussões e mesas sobre os mais diversos aspectos da carreira intelectual de Huizinga.

Congregando pesquisadores de diversas áreas e linhas de pesquisa, o simpósio debruçar-se-á sobre as inúmeras contribuições desse autor incontornável  para o estudo dos períodos tardo-medieval e renascentista, para a história da arte, linguística, antropologia e teoria dos jogos. Dois membros do GEHIM-USP participarão do evento: o Prof. Dr. Marcos Antônio Lopes Veiga, com a comunicação intitulada “Fragmentos da superstição em Johan Huizinga”, e a Profª. Drª. Ximena Isabel León Contrera, com a comunicação “Como desvelamos o mundo Islâmico em ‘O outono da Idade Média’”, ambos na sessão final de comunicações intitulada “Huizinga entre passado e futuro: superstição, imagens e Islã”, das 14h às 16h30, no dia 27/09. O evento contará, ainda, com conferências do Prof. Dr. Jean-Claude Schmitt (École des Hautes Études en Sciences Sociales – Paris) e do Prof. Dr. Luiz Cesar Marques (IFCH-Unicamp).

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Para a programação completa e mais informações (e para a inscrição como ouvinte): Simpósio Huizinga

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Entrevista e artigos de pesquisas do GEHIM na Revista Cantareira

O número 30 (2019) da Revista Cantareira (UFF) conta com a participação de pesquisadores do Gehim. A coordenadora do GEHIM, Profa. Dra. Ana Paula Torres Megiani (USP), foi entrevistada por Claudio Miranda Correa, Pedro Henrique Carvalho, Gabriel de Abreu Machado Gaspar como parte do dossiê “Cultura escrita no mundo ibero-americano: identidades, linguagens e representações”. Aqui, Ana Paula abordou sua trajetória e formação, indicando os caminhos que levaram às suas escolhas temáticas e as tendências da historiografia principalmente nos anos 1990. Tratou ainda da questão da circulação dos livros manuscritos na época moderna e depois das influências do desenvolvimento da cultura escrita, entre os séculos XVI e XIX, no mundo ibero-americano como uma das bases de sustentação da administração imperial. Por fim foca nos chamados “escritos breves para circular”. Link da entrevista

O dossiê também traz um artigo da Dra. Caroline Garcia Mendes intitulado “As relações de sucesso e os periódicos da Península Ibérica na segunda metade do século XVII: imprimir, vender e aparecer nos materiais de notícias sobre a guerra”, leia no link. Resumo: No século XVII, ocorreu em diferentes partes do continente europeu uma intensa produção de notícias impressas. Devido à guerra da Restauração, houve na Península Ibérica, sobretudo em Lisboa, um aumento significativo da publicação de relações de sucesso e periódicos que tratavam do conflito. Para além da função política que esses documentos continham ao divulgar os grandes feitos dos exércitos ou de embaixadores, esses impressos possuíam ainda um importante valor econômico para alguns grupos. Assim, neste trabalho pretendemos discorrer sobre a atividade de impressores e vendedores para a circulação desses papéis, bem como tratar ainda do valor que representava para oficiais de guerra e nobres cortesãos aparecer nestas publicações.

O paper de Raphael Henrique Dias Barroso, mestrando pelo PPGHS da USP, intitulado “A cultura epistolar entre antigos e modernos. Normas e práticas de escrita em manuais epistolares em princípios do século XVI” também integra o referido dossiê. Resumo: o trabalho busca circunscrever brevemente os códigos da escrita epistolar de ambientes cortesãos em inícios do século XVI. Primeiramente, daremos luz aos preceitos das Ars Dictaminis, conjunto de tratados e manuais que buscavam adequar a escrita as posições sociais dos missivistas e manter a coerência entre as partes, em paralelo com as técnicas retóricas da oratória. Em seguida, mostramos como Erasmo de Roterdã e Juan Luis Vives buscam rever esses princípios epistolográficos, recuperando das cartas de Cícero, Sêneca e Plínio, uma linguagem familiar que valorizasse as características pessoais e a relação entre o escrevente e o destinatário. Concluímos que esses códices estiveram presentes em grande medida nas missivas diplomáticas entre o embaixador português D. Miguel da Silva e o rei D. Manuel, servindo tanto de suporte para a escrita, quanto para os interesses das cortes. Link do artigo.
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Oficina 2019 – finisterra_lab

A próxima Oficina 2019 finisterra_lab (Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre os Impérios Ibéricos na Época Moderna), que ocorrerá na sexta-feira 23 de agosto, traz apresentações de dez pesquisadores, mestrandos (as) e doutorandos (as) junto aos departamentos de história da USP e da Unifesp. A mediação será: no período da manhã do Prof. Dr. José Carlos Villardaga e à tarde, da Profa. Livre-docente Ana Paula Torres Megiani.

O evento acontece na sala de seminários do CAPH-Prédio da História e Geografia da USP das 10 às 17h30. Programação completa no cartaz a seguir:

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Tese sobre Gazetas, Mercúrios e Relações de Sucesso no ar

A tese de doutorado da pesquisadora do GEHIM, Caroline Garcia Mendes, já está no ar no banco de teses da USP. “Gazetas, Mercúrios e Relações de Sucesso: a produção e a circulação de notícias impressas na Península Ibérica na segunda metade do século XVII” foi defendida em abril.

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Em sua pesquisa a doutora se propõe analisar a produção de notícias impressas nas cidades de Lisboa e Madrid na segunda metade do século XVII, enfatizando o período da guerra da Restauração, ou seja, o período entre 1640 e 1668. O conflito envolvendo Portugal e a Monarquia Hispânica fez surgir na região, sobretudo em Portugal, uma intensa atividade impressora, tema desta pesquisa. Em nossa análise, assim, a partir dos dois periódicos de notícias impressos em Lisboa e um em Madrid, e também das relações de sucesso que tratavam das batalhas entre as duas Coroas, discorremos sobre sua produção, elencando seus impressores e apresentando como era a atividade impressora nesse período. Discutimos ainda como era a circulação do material pelas cidades e sua função dentro daquela sociedade não só de informar, mas também de enaltecer os prestadores de serviços das duas coroas. Trazemos, por fim, a análise do conteúdo dessas notícias e de como esses impressos, enquanto informavam sobre o movimento dos exércitos e os resultados das batalhas, esforçavam-se também em descrever o inimigo dos dois lados da fronteira: enquanto os papéis portugueses enumeravam as características negativas dos castelhanos, estes ainda os tratavam como vassalos de Dom Felipe IV, enganados por um grupo rebelde.

O trabalho pode ser acessado no Banco de Teses da USP

 

 

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GEHIM-USP na III Jornada de Estudos Medievais

Entre os dias 7 e 9 do próximo mês de agosto ocorrerá a III Jornada de Estudos Medievais.

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O evento organizado anualmente pelos membros discentes do Laboratório de Estudos Medievais (LEME) foi criado em 2017. A primeira edição foi realizada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e a segunda, em 2018, na Universidade Federal de Goiás (UFG). A terceira edição, cujo tema é “Idade Média e História Global”, será realizada na Universidade de São Paulo (USP) e contará com apresentações de trabalhos de alunos de graduação e pós-graduação e com a participação das professoras Ana Paula Tavares Magalhães Tacconi (também do Departamento de História da FFLCH/USP) e Cláudia Regina Bovo (do Departamento de História – IELACHS/UFTM). O evento contará, ainda, com a participação especial da professora – e fundadora do GEHIM – Ana Paula Torres Megiani (Finisterra-USP), que deve apresentar a conferência intitulada Escritos breves para circular: o interesse pelas notícias manuscritas e impressas em relações de sucessos e avisos (sécs. XV-XVII), numa mesa mediada pelo Prof. Dr. Marcelo Cândido da Silva (LEME-USP), das 18h15 às 19h15, no dia 9 de agosto.

 

A Jornada será realizada no auditório Nicolau Sevcenko do Departameto de História da FFLCH-USP, no Edifício Eurípedes Simões de Paula (História e Geografia): 

Av. Prof. Lineu Prestes, 338 – Butantã, São Paulo – SP, 05508-000

Para mais informações, a programação do evento está disponível em: III Jornada de Estudos Medievais

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Agenda do GEHIM para 2º semestre de 2019

Para o segundo semestre deste ano, o grupo realizará leituras de diversas obras, conforme o calendário a seguir, em encontros mensais sempre às 14 h na Cátedra Jaime Cortesão, no prédio do departamento de História da FFLCH-USP:

30/8/2019 – livro de Marcella Miranda – Aspectos práticos de uma teoria absoluta: A monarquia e as Cortes na Espanha de Felipe II (1556-1598), BH: Fino Traço, 2016. Link para aquisição na editora:
20/9/2019 – Capítulos 3 (profecias mouriscas) e 4 (revolta das Alpujarras) da tese de Ximena I.L.Contrera – O desterro dos naturais da terra. Escrita, cotidiano, profecias e revolta na expulsão dos mouriscos de Espanha (1492-1614), diponível on line neste link.

25/10; 22/11 e 19/12/2019 – Renaissance And Renascences In Western Art, Erwin Panofsky (Icon Editions). Existe versão em espanhol pela Alianza Editorial: Renacimiento y Renacimientos en el arte occidental.

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Red Columnaria “Los mundos ibéricos: construir una nueva historia global” (documentário)

A partir de uma das jornadas mais recentes da Red Columnaria foi realizado este documentário que busca apresentar a rede internacional, seus fundamentos e algumas das principais linhas de investigação. Conta com a participação dos principais conferencistas do evento realizado no segundo semestre de 2018, em Palermo, incluindo a coordenadora do GEHIM, professora livre-docente do Departamento de História da Universidade de São Paulo, Ana Paula Torres Megiani.

A rede congrega um grupo de pesquisadores envolvidos na análise das formas de organização e de percepção das fronteiras das Monarquias Ibéricas.

As atividades são desenvolvidas em diversos campos reunindo sob seu selo as múltiplas iniciativas de seus integrantes e associados.

No documentário membros da Rede apontam que o estudo do conglomerado territorial que constituiu a Monarquia Hispânica na Idade Moderna encontra dificuldades pelo caráter particular que as diversas histórias nacionais tem dado à análise do passado de cada um dos territórios constitutivos.

Link para o documentário disponível no You Tube.

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