Livro de pesquisador do GEHIM

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O livro “Exílios Portugueses Durante a União Ibérica (1604-1605)”, de Bruno Romano Rodrigues é uma obra resultado da dissertação de mestrado realizada sob orientação da Profa. Dra. Ana Paula Megiani, no PPGHS da Universidade de São Paulo.

Sinopse: O que é exílio? O que é ser ou estar exilado? Buscando responder estas e outras questões, o presente livro reflete sobre o tema a partir da vida e obra de letrados lusitanos contemporâneos à União Ibérica (1580-1640), período em que Portugal manteve estreita ligação com a Monarquia Hispânica. Para isso, analisam- se os livros A Aurora da Quinta Monarquia (1604-1605) de D. João de Castro (1550?-1628?), e Fastigimia (1604?-1605?) de Thomé Pinheiro da Veiga (1571?-1656?), no intuito de apreender o impacto das experiências vividas em Paris, na França, e Valadolide, na Espanha, respectivamente. Este livro se pauta na comparação de tais escritos com as tópicas criadas, ainda na Antiguidade, por Ovídio (43 a.C.-17/18 d.C.), considerado o pai da literatura de exílio. Estabelecendo continuidade com o humanismo lusitano, o desterro de Castro se expressou como penitência escatológica de caráter individual e coletivo, enquanto o experienciado por Veiga se pautou no controle do tempo e na alteridade entre os reinos ibéricos. Em outras palavras, quando o assunto é exílio, é de se suspeitar que muita coisa remeta ao poeta romano, na modernidade portuguesa ou mesmo noutras épocas e locais.

O trabalho pode ser adquirido on line no site da editora Paco Editorial.

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Disciplina sobre Messianismo e Milenarismo

No segundo semestre de 2016, o Programa de Pós-Graduação em História Social da USP recebe o Prof. Dr. Luís Filipe Silverio Lima (UNIFESP) que ministra a disciplina “Messianismo e Milenarismo no Mundo Atlântico da Época Moderna”.

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Detalhe da capa do livro “O Império dos Sonhos – Sebastianismo e messianismo brigantino”, Ed. Alameda.

Objetivos: Este curso pretende: 1) delinear as principais questões teóricas e historiográficas nos estudos das últimas décadas acerca do messianismo e milenarismo da Época Moderna; 2) mostrar os fundamentos do pensamento profético da Época Moderna, bem como alguns movimentos, grupos e autores, por meios da análise de fontes primárias; 3) refletir sobre as relações e circulações entre diferentes interpretações politico-proféticas em torno do mundo atlântico, desenvolvidas, entretanto, dentro de diversas perspectivas religiosas; 4) tentar aproximar tendências e linhas interpretativas da Época Moderna que, por razões a serem apontadas nas primeiras aulas, foram sempre estudadas de modo independente e separado. A proposta é que, assim, menos do que uma análise comparatista ou a simples constatação da presença do messianismo e do milenarismo no mundo ocidental, o curso consiga destacar e apontar as conexões entre esses movimentos, grupos e ideias, buscando repensar as fundações da Cultura Política na primeira modernidade.

Justificativa:

A proposta do curso é tratar da circulação ampla de textos e argumentos que uniam profecia, poder e legitimidade monárquica no mundo atlântico da Época Moderna. Ampla pois transpassava não só as fronteiras dos reinos, mas também as confessionais e religiosas. Em parte, porque seus propositores e defensores tiveram que se ver com desafios similares para atualizar a tradição escatológica judaico-cristã e, para tanto, constituiu-se uma rede de múltiplos eixos pela qual ocorriam debates (e confrontos) bem como intercâmbio e trocas a fim de superar os impasses colocados. Ao se confrontar com a tradição escatológica, os formuladores dessas esperanças proféticas precisaram pensar a reconfiguração da Cristandade e cisão no seio da república cristã pensada como universal, por conta das Guerras de Religião, bem como participar ou assimilar a discussão sobre a ideia de Soberania, reposta nas disputas entre as diferentes monarquias confessionais (e seus projetos imperiais) e aumentada pela questão do surgimento dos Impérios ultramarinos e da conversão/submissão de novos súditos e vassalos no Novo Mundo. Também pretende-se discutir em que medida convergiam em suas propostas como fruto de enfrentamentos comuns, partilhados no (ou a partir do) mundo ultramarino e nas franjas do Império Espanhol. Por fim, estavam às voltas com velhas questões que se viam ressignificadas com as mudanças confessionais e a migração de populações, como o caso dos judeus e cristãos-novos. Em resumo, tinham que lidar com os variados modelos de monarquia, império, república e suas jurisdições sobre os povos e nações, que estavam em discussão desde meados do séc. XVI, ao mesmo tempo que era necessário dar conta de inserir num sistema escatológico existente (atualizando-o) um Novo Mundo com novas Gentes. Emprestando a terminologia de Koselleck, buscar-se-á constituir essas ligações proféticas que permearam projetos milenarista-messiânicos e, não se pode esquecer, político-sociais como “horizontes de expectativa” pensados a partir de “espaços de experiência” dinâmicos. Expectativas e experiências que precisavam se moldar a um mundo em movimento mais rápido; que tinham que, por um lado, dar conta do alargamento do globo (e das redes comerciais), e, por outro, da divisão da cristandade ocidental entre protestantes e católicos, do esfacelamento do projeto imperial em torno do Sacro Império e de Roma, gestado na Idade Média Tardia, além da ameaça concreta ao Levante do Império Turco, após a expansão das Reconquistas. Para além disso, desde finais do séc. XV colocava-se o problema da conversão à fé de Cristo de grandes grupos populacionais (à alternativa, por vezes complementar, de destruí-los ou subjugá-los). No Novo Mundo e no Ultramar, havia os gentios (na Ásia, na África, mas sobretudo na América); no Velho, os judeus, convertidos em massa (e, muitas vezes, à força) na Península Ibérica, e mesmo a própria conversão de católicos em protestantes e vice-versa; situações que movimentaram, por um lado, amplos debates e, por outro, ampla literatura propagandística e exemplar. Essas questões foram enfrentadas, entre outros, por: os missionários cristãos (puritanos, jesuítas, franciscanos) que buscaram converter as populações indígenas, e tiveram que, para isso, discutir o papel desempenhado por eles num esquema escatológico pré-existente; pelos sebastianistas que estavam à espera do Encoberto D. Sebastião, desaparecido no Norte da África, e que desenvolveram uma expectativa messiânica pela qual seu retorno seria a derrota dos impérios otomano e espanhol; os apoiadores da nova dinastia de Bragança que com o fim da União Ibérica em 1640 e as Guerras de Restauração (1640-68) tentaram justificar a autonomia portuguesa em relação à Espanha; o messianismo judaico ligado à sinagoga de Amsterdã (formada por cristãos-novos ibéricos) e ao Brasil Holandês (1630-1654); e nos pentamonarquistas que atuaram durante a Revolução Inglesa e dialogavam com as comunidades da Nova Inglaterra – talvez, de todos, o grupo que levou mais radicalmente a proposta de fundar um reino de Cristo na Terra.

Mais informações sobre a disciplina estão disponíveis no sistema Janus USP https://uspdigital.usp.br/janus/Disciplina?sgldis=FLH5438

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Lançamento de livro sobre a monarquia e as Cortes na Espanha de Felipe II

“Aspectos práticos de uma teoria absoluta: a monarquia e as Cortes na Espanha de Felipe II. (1556-1598)”, de Marcella Miranda, pesquisadora do GEHIM-USP

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O livro “Aspectos práticos de uma teoria absoluta: a monarquia e as Cortes na Espanha de Felipe II. (1556-1598)” é resultado da pesquisa de mestrado desenvolvida por Marcella Miranda, junto ao Programa de Pós-graduação em História Social da USP. O objetivo deste livro é apresentar ao leitor a tecitura das relações políticas entre a Monarquia Hispânica e as Cortes castelhanas na época moderna. Neste contexto, o projeto da Monarquia Universal e Católica de Felipe II encontrava resistência por parte das Cortes, que contestaram o alto custo das guerras no exterior, razão principal da crise financeira da hacienda real. Aquelas, justificadas pelo Rei Prudente para defender a fé católica contra a heresia protestante, eram criticadas pelas Cortes porque não tinham mais eficácia, além do alto custo que não se podia mais pagar. Assim, as heranças do universalismo e pluralismo medievais são pouco a pouco suplantadas pela lógica do Estado moderno, fundamentada no domínio do território, na estatística, na prudência e no cálculo político. Prevalece, portanto, uma razão de Estado. A autora desvenda os conflitos entre as duas instituições no final do século XVI, marcados por uma tensão constante e paradoxal: para sustentar a hegemonia hispânica na Europa Ocidental, Felipe II fazia amplas concessões fiscais às cidades com voto nas Cortes, enfraquecendo a autoridade direta da Coroa em Castela. Em suma, o livro apresenta a grande complexidade que foi o século XVI, colocando em destaque as tensões que levaram ao surgimento da modernidade. O livro contou com financiamento da FAPESP e foi publicado pela Fino Traço Editora (clique aqui para mais informações no site da editora).

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Obra sobre história e cinema é lançada em São Paulo.

Lançamento do livro Um Filme Falado –  A História e o Mediterrâneo na obra de Manoel de Oliveira, de Ximena León Contrera

Fruto de dissertação de mestrado que recebeu o Prêmio História Social 2015 pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da USP/CAPES

Este livro é fruto de uma pesquisa de mestrado em História Social onde são investigados diversos aspectos relativos à narrativa cinematográfica em relação à história. A autora propõe uma leitura analítica de uma obra de cinema de ficção utilizando para isso alguns referenciais históricos e historiográficos. A pesquisa foi realizada no âmbito do GEHIM.

Neste trabalho foi levada em conta sobretudo a visão de mundo europeia que o filme de Manoel de Oliveira (1908-2015) nos apresenta, especialmente, num momento pós–ataques de 11/09/2001 nos EUA. Entretanto, também busca realizar uma leitura que inclui elementos relacionados a filmes anteriores do cineasta, verificando possíveis pontos de diálogo, se não com toda a sua produção, pelo menos com algumas obras selecionadas e/ou trechos das mesmas. Trata-se de uma obra de história que mostra o valioso papel dos filmes como “obras fronteiriças” no campo da história.

Para adquirir o livro pelo site da editora, clique aqui. Também à venda na Livraria Martins Fontes-Paulista.

convite Ximena

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Entrevista abril 6, 2016 ao site Homo Literatus

Os estudos shakespeareanos de Ricardo Cardoso

“Eu dormia a um quarteirão da casa do Shakespeare. Espairecia na margem do rio em que ele ia”
William Shakespeare
O bardo admirando os estudos sobre suas obras

Nesse ano de 2016 comemoramos 400 anos da morte de William Shakespeare, nascido em abril do ano de 1564 e que, no mesmo fatídico mês de abril do ano de 1616, há quem diga no mesmo dia do aniversário, morreu. Ator, dramaturgo e poeta, ele é tido como o maior escritor do idioma inglês e o dramaturgo mais influente do mundo. Shakespeare nasceu na cidade inglesa de Stratford-Upon-Avon, situada no condado de Warwickshire, ao sul de Birmingham.

Durante esses quatrocentos anos muito se falou, especulou e estudou sobre o bardo. E aqui no Brasil não é diferente, muitos estudiosos e especialistas brilham a cada novo dia e ganham destaque no mundo, inclusive na própria cidade de Stratford, polo turístico e de estudos sobre Shakespeare.

Para comemorar esses quatrocentos anos, entrevistamos um desses estudiosos: o historiador Ricardo Cardoso, também ator (há pouco tempo interpretou Romeu em uma adaptação de Romeu e Julieta que ele mesmo traduziu e dirigida por Ivan Feijó). A pesquisa dele é baseada no impacto da guerra Anglo-Espanhola (1585-1604), um dos eventos mais importantes na sociedade de Shakespeare, sobre as peças do poeta. Esta era uma visão até então não muito discutida, mas que ganhou relevância e a atenção de um dos maiores estudiosos do teatro elisabetano no Shakespeare Institute, o mais importante centro de estudos shakespeareanos, localizado na cidade onde o dramaturgo nasceu e cresceu.

Leia a entrevista completa aqui.

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Seminários: “O Mundo Ibérico: conexões transfronteiriças na Época Moderna”

O grupo de pesquisa A Monarquia Hispânica e o império dos Felipes (1580-1640) e o Grupo de Estudos de História Ibérica Moderna convidam para o Terceiro Encontro de Pesquisa sobre a Monarquia Hispânica: 

“O Mundo Ibérico: conexões transfronteiriças na Época Moderna”

 

le commerce

Le commerce. Empresas políticas, Milan, 1642.

 

 

08 de abril de 2016

10:30 – 13:00: Mesa redonda

Coordenação: Thomás Haddad (USP)

 

Fernando Ribeiro (USP):

“História conectada, História transnacional e História global na compreensão das circulações entre as elites políticas: o caso de São Vicente e Paraguai”

 

Marcella Miranda (USP):

“De Maquiavel a Botero: elementos para o estudo da razão de Estado na Monarquia Hispânica. Secs XVI e XVII”.

 

Flávia Preto de Godoy (USP):

“História Natural e o Bom Governo: uma discussão sobre o papel dos conhecimentos sobre a fauna e a flora americanas nas crônicas oficiais de Felipe III (1598-1620)

 

 

 

15:00 – 18:00: discussão aberta sobre linhas de pesquisa, metodologia e fontes para o estudo da Monarquia Hispânica

Coordenação: Ana Hutz  (USP)

 

Local: Cátedra Jaime Cortesão – Departamento de História da USP

http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/9377625364410009

https://historiaibericamoderna.wordpress.com/

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Calendário de Reuniões do GEHIM – 2016

Abaixo as informações sobre as próximas reuniões e os textos a serem discutidos durante os meses de abril, maio, junho e julho de 2016.

 

crise blogO livro escolhido para leitura e debate foi: HAZARD, Paul. A Crise da Consciência Europeia (1680-1715). Lisboa: Edições Cosmos, 1971.

 

Versão em inglês: HAZARD, Paul. The Crisis of the European Mind: 1680-1715. New Haven: Yale University Press, 2012.

 

Calendário de Reuniões e Leituras:

29/04/2016: Introdução e Parte I do livro A Crise da Consciência Europeia (1680-1715).

 

20/05/2016: Parte II do livro A Crise da Consciência Europeia (1680-1715).

 

24/06/2016: Parte III do livro A Crise da Consciência Europeia (1680-1715). 

Julho/2016 (data a ser definida posteriormente): Parte IV do livro A Crise da Consciência Europeia (1680-1715). 

 

Os locais e datas das reuniões serão estabelecidos posteriormente. Em caso de interesse ou dúvida, por favor, entrar em contato por e-mail (ou pela caixa de comentários abaixo) para obter outras informações necessárias.

 

 

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