Livro sobre Messianismo e Milenarismo organizado e com capítulos de historiadores do GEHIM é lançado internacionalmente

Visions, Prophecies And Divinations Early Modern Messianism And Millenarianism In Iberian America, Spain And Portugal

visios

O traballho organizado por Ana Paula Torres Megiani (USP) e Luís Filipe Silvério Lima (UNIFESP) tem a proposta de ser uma instrodução ao vasto e complexo fenômeno do profetismo e de visões proféticas nos Impérios Espanhol e Português. Trata-se do resultado de Colóquio Internacional – Biblioteca da Casa de Portugal – Centro de Informação Ricardo Severo e reúne capítulos de autoria dos organizadores e de: Cristina Pompa; Eduardo Natalino dos Santos; Francisco Moreno Carvalho; Jacqueline Hermann; João Carlos Gonçalves Serafim; Marcos Antonio Lopes Veiga; Marcus De Martini; Maria Ana T. Valdez; Mark Cooper Emerson e Stefania Pastore.

O livro é editado pela Brill e pode ser adquirido pelo site da editora:

Uma amostra de cada capítulo pode ser verificada neste outro link: http://booksandjournals.brillonline.com/content/books/9789004316454

Os capítulos são:

Preliminary Material
pp.: i–xii
An Introduction to the Messianisms and Millenarianisms of Early-Modern Iberian America, Spain, and Portugal
pp.: 1–40 (40)
1 Amerindian Cosmologies and Histories in New Spain and Peru: Appropriations and Redimensioning of Christian Concepts by the Nahua, Maya, and Andean Elites
pp.: 43–58 (16)
2 Mozas Criollas and New Government: Francis Borgia, Prophetism, and the Spiritual Exercises in Spain and Peru
pp.: 59–73 (15)
3 The Missionary Roots of Rural Messianic Movements: Seventeenth to Nineteenth Centuries
pp.: 74–90 (17)
4 The Wizard of the Five-Color Rosary: Occurrence and Astrology, History, and Politics in the Cause of Juan Serrada, Arrested by the Inquisition in Zaragoza (1648)
pp.: 93–111 (19)
5 Between Prophecy and Politics: The Return to Portugal of Dom Antônio, Prior of Crato, and the Early Years of the Iberian Union
pp.: 112–135 (24)
6 The Devil in the Court of the King: Popular Prophecy and the Inquisition in Seventeenth-Century Portugal
pp.: 136–159 (24)
7 A Portuguese Jewish Agent of the Philips and a Sebastianist: 
The Strange Case of Rosales/Manuel Bocarro
pp.: 161–178 (18)
8 From Politics to Prophecies: Portuguese Resistance and the Prophetic Arsenal at the Time of King Philip of Spain
pp.: 179–194 (16)
9 In Defense of Prophecy: The Inquisitorial Proceeding of Father Antônio Vieira
pp.: 195–214 (20)
10 Vieira between History of the Future and Clavis Prophetarum
pp.: 215–229 (15)
Bibliography
pp.: 231–249 (19)
Index
pp.: 250–254 (5)

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Pesquisadora do GEHIM compõe organização de evento sobre o Barroco em São Paulo

A historiadora e bailarina Clara Couto do GEHIM-USP participa da concepção e coordenação do evento:

Sentidos do barroco: outras direções, outras lógicas, outros gestos

cheia(Postal ilustrado do séc. XVIII com cena galante, Cascais, Portugal)

O ciclo de palestras e conferências dançadas se debruçará sobre a investigação do conceito “barroco”, tangenciando as questões do corpo que dança entrelaçado em distintos contextos, períodos históricos e expressões culturais

A programação integra o Festival FranceDanse 2016 em parceria com: Institut français, Embaixada da França, Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo, Cooperativa Paulista de Dança e Sesc SP.
No Centro de Pesquisa e Formação do Sesc acontecerão as palestras e as conferências dançadas e no Centro de Referência da Dança as oficinas práticas e o grupo de estudo.

Data

23/09/2016 a 08/10/2016

Dias e Horários

Sextas e Sábados, 14h às 18h

As inscrições podem ser feitas a partir de 25 de Agosto, às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.

Local

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar
Bela Vista – São Paulo.

Direção geral: Ana Teixeira.
Concepção: Ana Teixeira, Clara Couto, Osny Fonseca e Raquel Aranha.
Coordenação: Ana Teixeira, Clara Couto, Marianna Monteiro, Osny Fonseca e Raquel Aranha.

Para mais informações gerais, sobre a programação e palestrantes clique AQUI.

(Crédito dos textos: Centro de Pesquisa e Formação – Sesc São Paulo)

 

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Pesquisador do GEHIM é entrevistado na Espanha sobre a Tauromaquia

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César Borgia enfrantandose a un toro

O Historiador e Diretor de Teatro Ivan Feijó concedeu entrevista ao programa de rádio espanhol Tertulia Taurina sobre as corridas de touros e jogos taurinos. O pesquisador desenvolve sua pesquisa de mestrado em História Social pela USP, investigando o tema da tauromaquia na Espanha do século XVIII.

Tertulia taurina é transmito todas as terças das 15h às 16h na 90.FM de Sevilha e neofm.es,  com os apresentadores Paco Pérez, Álvaro Ochoa e Juan Casas.

Ouça o podcast da entrevista aqui.

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Calendário de Reuniões do GEHIM – segundo semestre de 2016

Abaixo as informações sobre as próximas reuniões e os textos a serem discutidos durante os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2016.

O livro escolhido para leitura e debate foi: ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas: reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Calendário de Reuniões e Leituras:

23 de setembro: Paratextos e Capítulo 1

21 de outubro: Visita guiada ao acervo permanente do instituto Itaú Cultural 

11 de novembro: Capítulos 2, 3 e 4

18 de novembro: exibição do filme O Rei pasmado e a Rainha nua do cineasta espanhol Bigas Luna

25 de novembro: Capítulos 5, 6 e 7

9 de dezembro: Capítulos 8, 9, 10 e o Posfácio do livro

As reuniões serão realizadas sempre às 14h na Cátedra Jaime Cortesão, no prédio do departamento de História da FFLCH-USP. Em caso de interesse ou dúvida, por favor, entrar em contato por e-mail (ou pela caixa de comentários abaixo) para obter outras informações necessárias.

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Livro de pesquisador do GEHIM

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O livro “Exílios Portugueses Durante a União Ibérica (1604-1605)”, de Bruno Romano Rodrigues é uma obra resultado da dissertação de mestrado realizada sob orientação da Profa. Dra. Ana Paula Megiani, no PPGHS da Universidade de São Paulo.

Sinopse: O que é exílio? O que é ser ou estar exilado? Buscando responder estas e outras questões, o presente livro reflete sobre o tema a partir da vida e obra de letrados lusitanos contemporâneos à União Ibérica (1580-1640), período em que Portugal manteve estreita ligação com a Monarquia Hispânica. Para isso, analisam- se os livros A Aurora da Quinta Monarquia (1604-1605) de D. João de Castro (1550?-1628?), e Fastigimia (1604?-1605?) de Thomé Pinheiro da Veiga (1571?-1656?), no intuito de apreender o impacto das experiências vividas em Paris, na França, e Valadolide, na Espanha, respectivamente. Este livro se pauta na comparação de tais escritos com as tópicas criadas, ainda na Antiguidade, por Ovídio (43 a.C.-17/18 d.C.), considerado o pai da literatura de exílio. Estabelecendo continuidade com o humanismo lusitano, o desterro de Castro se expressou como penitência escatológica de caráter individual e coletivo, enquanto o experienciado por Veiga se pautou no controle do tempo e na alteridade entre os reinos ibéricos. Em outras palavras, quando o assunto é exílio, é de se suspeitar que muita coisa remeta ao poeta romano, na modernidade portuguesa ou mesmo noutras épocas e locais.

O trabalho pode ser adquirido on line no site da editora Paco Editorial.

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Disciplina sobre Messianismo e Milenarismo

No segundo semestre de 2016, o Programa de Pós-Graduação em História Social da USP recebe o Prof. Dr. Luís Filipe Silverio Lima (UNIFESP) que ministra a disciplina “Messianismo e Milenarismo no Mundo Atlântico da Época Moderna”.

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Detalhe da capa do livro “O Império dos Sonhos – Sebastianismo e messianismo brigantino”, Ed. Alameda.

Objetivos: Este curso pretende: 1) delinear as principais questões teóricas e historiográficas nos estudos das últimas décadas acerca do messianismo e milenarismo da Época Moderna; 2) mostrar os fundamentos do pensamento profético da Época Moderna, bem como alguns movimentos, grupos e autores, por meios da análise de fontes primárias; 3) refletir sobre as relações e circulações entre diferentes interpretações politico-proféticas em torno do mundo atlântico, desenvolvidas, entretanto, dentro de diversas perspectivas religiosas; 4) tentar aproximar tendências e linhas interpretativas da Época Moderna que, por razões a serem apontadas nas primeiras aulas, foram sempre estudadas de modo independente e separado. A proposta é que, assim, menos do que uma análise comparatista ou a simples constatação da presença do messianismo e do milenarismo no mundo ocidental, o curso consiga destacar e apontar as conexões entre esses movimentos, grupos e ideias, buscando repensar as fundações da Cultura Política na primeira modernidade.

Justificativa:

A proposta do curso é tratar da circulação ampla de textos e argumentos que uniam profecia, poder e legitimidade monárquica no mundo atlântico da Época Moderna. Ampla pois transpassava não só as fronteiras dos reinos, mas também as confessionais e religiosas. Em parte, porque seus propositores e defensores tiveram que se ver com desafios similares para atualizar a tradição escatológica judaico-cristã e, para tanto, constituiu-se uma rede de múltiplos eixos pela qual ocorriam debates (e confrontos) bem como intercâmbio e trocas a fim de superar os impasses colocados. Ao se confrontar com a tradição escatológica, os formuladores dessas esperanças proféticas precisaram pensar a reconfiguração da Cristandade e cisão no seio da república cristã pensada como universal, por conta das Guerras de Religião, bem como participar ou assimilar a discussão sobre a ideia de Soberania, reposta nas disputas entre as diferentes monarquias confessionais (e seus projetos imperiais) e aumentada pela questão do surgimento dos Impérios ultramarinos e da conversão/submissão de novos súditos e vassalos no Novo Mundo. Também pretende-se discutir em que medida convergiam em suas propostas como fruto de enfrentamentos comuns, partilhados no (ou a partir do) mundo ultramarino e nas franjas do Império Espanhol. Por fim, estavam às voltas com velhas questões que se viam ressignificadas com as mudanças confessionais e a migração de populações, como o caso dos judeus e cristãos-novos. Em resumo, tinham que lidar com os variados modelos de monarquia, império, república e suas jurisdições sobre os povos e nações, que estavam em discussão desde meados do séc. XVI, ao mesmo tempo que era necessário dar conta de inserir num sistema escatológico existente (atualizando-o) um Novo Mundo com novas Gentes. Emprestando a terminologia de Koselleck, buscar-se-á constituir essas ligações proféticas que permearam projetos milenarista-messiânicos e, não se pode esquecer, político-sociais como “horizontes de expectativa” pensados a partir de “espaços de experiência” dinâmicos. Expectativas e experiências que precisavam se moldar a um mundo em movimento mais rápido; que tinham que, por um lado, dar conta do alargamento do globo (e das redes comerciais), e, por outro, da divisão da cristandade ocidental entre protestantes e católicos, do esfacelamento do projeto imperial em torno do Sacro Império e de Roma, gestado na Idade Média Tardia, além da ameaça concreta ao Levante do Império Turco, após a expansão das Reconquistas. Para além disso, desde finais do séc. XV colocava-se o problema da conversão à fé de Cristo de grandes grupos populacionais (à alternativa, por vezes complementar, de destruí-los ou subjugá-los). No Novo Mundo e no Ultramar, havia os gentios (na Ásia, na África, mas sobretudo na América); no Velho, os judeus, convertidos em massa (e, muitas vezes, à força) na Península Ibérica, e mesmo a própria conversão de católicos em protestantes e vice-versa; situações que movimentaram, por um lado, amplos debates e, por outro, ampla literatura propagandística e exemplar. Essas questões foram enfrentadas, entre outros, por: os missionários cristãos (puritanos, jesuítas, franciscanos) que buscaram converter as populações indígenas, e tiveram que, para isso, discutir o papel desempenhado por eles num esquema escatológico pré-existente; pelos sebastianistas que estavam à espera do Encoberto D. Sebastião, desaparecido no Norte da África, e que desenvolveram uma expectativa messiânica pela qual seu retorno seria a derrota dos impérios otomano e espanhol; os apoiadores da nova dinastia de Bragança que com o fim da União Ibérica em 1640 e as Guerras de Restauração (1640-68) tentaram justificar a autonomia portuguesa em relação à Espanha; o messianismo judaico ligado à sinagoga de Amsterdã (formada por cristãos-novos ibéricos) e ao Brasil Holandês (1630-1654); e nos pentamonarquistas que atuaram durante a Revolução Inglesa e dialogavam com as comunidades da Nova Inglaterra – talvez, de todos, o grupo que levou mais radicalmente a proposta de fundar um reino de Cristo na Terra.

Mais informações sobre a disciplina estão disponíveis no sistema Janus USP https://uspdigital.usp.br/janus/Disciplina?sgldis=FLH5438

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Lançamento de livro sobre a monarquia e as Cortes na Espanha de Felipe II

“Aspectos práticos de uma teoria absoluta: a monarquia e as Cortes na Espanha de Felipe II. (1556-1598)”, de Marcella Miranda, pesquisadora do GEHIM-USP

9788580543018

O livro “Aspectos práticos de uma teoria absoluta: a monarquia e as Cortes na Espanha de Felipe II. (1556-1598)” é resultado da pesquisa de mestrado desenvolvida por Marcella Miranda, junto ao Programa de Pós-graduação em História Social da USP. O objetivo deste livro é apresentar ao leitor a tecitura das relações políticas entre a Monarquia Hispânica e as Cortes castelhanas na época moderna. Neste contexto, o projeto da Monarquia Universal e Católica de Felipe II encontrava resistência por parte das Cortes, que contestaram o alto custo das guerras no exterior, razão principal da crise financeira da hacienda real. Aquelas, justificadas pelo Rei Prudente para defender a fé católica contra a heresia protestante, eram criticadas pelas Cortes porque não tinham mais eficácia, além do alto custo que não se podia mais pagar. Assim, as heranças do universalismo e pluralismo medievais são pouco a pouco suplantadas pela lógica do Estado moderno, fundamentada no domínio do território, na estatística, na prudência e no cálculo político. Prevalece, portanto, uma razão de Estado. A autora desvenda os conflitos entre as duas instituições no final do século XVI, marcados por uma tensão constante e paradoxal: para sustentar a hegemonia hispânica na Europa Ocidental, Felipe II fazia amplas concessões fiscais às cidades com voto nas Cortes, enfraquecendo a autoridade direta da Coroa em Castela. Em suma, o livro apresenta a grande complexidade que foi o século XVI, colocando em destaque as tensões que levaram ao surgimento da modernidade. O livro contou com financiamento da FAPESP e foi publicado pela Fino Traço Editora (clique aqui para mais informações no site da editora).

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